Ir para o conteúdo principal
A nossa análise

Over Whore

Segunda paródia do mesmo hero-shooter, apenas individual. Mais simples e menos exigente.

PC · Navegador

O nosso veredicto

7.0/10
Nota global
Gráficos7.1
Jogabilidade7.3
Conteúdo6.6
Usabilidade7.0

Pontos fortes

  • Requisitos muito leves
  • Adesão imediata
  • Gratuito

Pontos fracos

  • Menos conteúdo do que a outra paródia do mesmo jogo
  • Animações básicas

Over Whore é uma paródia para adultos que recupera o imaginário de um jogo de tiro por equipas com heróis, sem qualquer ligação à obra em que se inspira. Vai buscar o cenário de ficção científica, o plantel de personagens com poderes marcados e os formatos de partida por equipas, e enxerta-lhes uma progressão virada para o desbloqueio de cenas. É a segunda paródia do mesmo universo presente na nossa comparação, e a mais simples das duas.

O que a paródia vai buscar e a que título

O empréstimo é estético e estrutural, nunca oficial. O título não dispõe de qualquer licença, não reivindica continuidade com a ficção parodiada e altera os nomes das personagens para se manter longe das marcas. O que sobrevive é a silhueta: um futuro colorido, combatentes com trajes muito identificáveis, capacidades especiais associadas a cada perfil e confrontos organizados em torno de objetivos de mapa e não de uma simples pontuação.

O enredo, esse, é um pretexto reduzido à sua expressão mais simples.

Encarna-se uma figura de domínio que vai juntando personagens à sua coleção à medida que acumula vitórias, no registo de fantasia mais comum do segmento. É um enquadramento narrativo rudimentar, assumido como tal, e não pretende mais do que justificar a mecânica de desbloqueio. Quem esperar uma trama comparável à das paródias mais trabalhadas da comparação sai desiludido: o título não joga nesse terreno.

O questionário de entrada

Antes da primeira partida, uma série de perguntas curtas define as preferências: tipo de personagens, morfologias pretendidas e, sobretudo, nível de intensidade das cenas, ajustável em três graus. A personagem que se encarna configura-se logo a seguir. Essa definição não é cosmética, uma vez que filtra depois o que o jogo propõe, e é a melhor ideia de conceção do título.

A verificação de idade e um teste de compatibilidade do navegador surgem imediatamente a seguir.

Esse passo técnico diz muito sobre a natureza do produto: não se configura uma máquina, verifica-se que um navegador aguenta. Fica tudo resolvido em dois ou três minutos, sem instalação obrigatória nem definições gráficas a mexer. É o arranque mais rápido entre as paródias da comparação, e um dos poucos argumentos que o título pode opor a concorrentes mais bem servidos de conteúdo.

Os modos de jogo

O título propõe vários formatos de confronto decalcados dos do jogo parodiado. Um em que a eliminação não é definitiva e se reaparece depois de cada derrota; um modo de escolta em que a equipa acompanha um objetivo móvel através de território adversário; e um modo classificado em que a eliminação vale para toda a ronda. O objetivo comum continua a ser tomar a base inimiga.

O multijogador existe e permite formar uma equipa de cinco jogadores.

Vale a pena sublinhá-lo, porque é frequentemente mal relatado: ao contrário da maioria das paródias do género, esta propõe mesmo jogo em linha com outras pessoas e não apenas adversários geridos pelo programa. As partidas também se podem disputar a solo contra o jogo, para quem preferir. A qualidade da experiência em linha depende, porém, inteiramente do número de jogadores ligados no mesmo momento, e a afluência fica longe da dos mundos persistentes da comparação.

A progressão e o desbloqueio

Cada vitória rende pontos, gastos em capacidades para a personagem e na abertura de cenas novas. O conteúdo para adultos fica assim dependente do desempenho, segundo um esquema presente em quase todas as paródias: é preciso jogar para ver. A curva mantém-se suave e o percurso é curto, o que evita a armadilha dos títulos em que desbloquear se torna uma maçada.

O reverso chega depressa: esgota-se muito rápido o que há para abrir.

O plantel jogável ronda a dezena de personagens, e o número de sequências distintas fica claramente abaixo do da outra paródia do mesmo universo. As animações são básicas, com poucos fotogramas intermédios e transições bruscas, e passar de uma personagem para outra muda a aparência sem alterar o movimento. É o limite estrutural do título, e nenhuma atualização de conteúdo o corrige.

O acabamento e o som

O acabamento visual é aceitável para uma produção acessível a partir do navegador, e pouco mais. Os modelos leem-se bem, os cenários são coloridos e pouco detalhados, a iluminação é sumária. A comparação com os simuladores instalados localmente da nossa seleção corre-lhe claramente mal, embora seja algo injusta: não são as mesmas restrições técnicas nem o mesmo público.

O trabalho de som, pelo contrário, está mais cuidado do que a média do segmento.

As cenas são acompanhadas por efeitos espacializados que aproveitam uns auscultadores, enquanto muitas paródias concorrentes ficam mudas ou se contentam com um ciclo musical. É um pormenor que se nota sobretudo por contraste. Não compensa a pobreza das animações, mas dá ao título uma presença que a imagem sozinha não lhe daria.

Conteúdo adicional, acesso e plataformas

À volta do jogo, a plataforma aloja um repertório de sequências animadas de estilo japonês e clipes que se podem guardar depois de uma vitória. São conteúdos para consultar, não para jogar, e convém separá-los do jogo quando se comparam volumes anunciados. Há publicidade nas páginas, sem redirecionamento forçado, mas suficientemente visível para quebrar a atenção durante os carregamentos.

O registo é gratuito, sem qualquer patamar pago anunciado.

O título funciona em PC e a partir dos navegadores correntes, sem versão para óculos de realidade virtual. Não é publicada qualquer configuração exigida, o que já é um indício: uma produção que corre no navegador não pede equipamento de jogo especializado. São propostos cinco idiomas de interface. Não publicamos qualquer condição tarifária, porque mudam demasiadas vezes para serem fiáveis depois de escritas.

Vale a pena experimentar

Sim, se quiser experimentar sem instalar nada, se o universo parodiado lhe disser alguma coisa e se a ideia de uma paródia realmente jogável com outras pessoas lhe interessar. O questionário de preferências, o arranque imediato e a existência de um modo por equipas são três argumentos que poucos concorrentes diretos reúnem.

Não, se procura volume, animações cuidadas ou uma narrativa. Nestes três pontos, a outra paródia do mesmo universo presente na nossa comparação responde melhor, e os simuladores generalistas melhor ainda.

É possível jogar com outras pessoas?

Sim. O título propõe um modo em linha onde se forma uma equipa de cinco jogadores, além das partidas disputadas a solo contra o jogo. É uma exceção entre as paródias da comparação.

É preciso instalar alguma coisa?

Não. O jogo abre a partir dos navegadores correntes depois de uma verificação de idade e de um teste de compatibilidade, e existe também uma versão para PC.

Que modos de jogo estão disponíveis?

Três formatos decalcados do jogo parodiado: um com reaparecimento após a eliminação, um modo de escolta com objetivo móvel e um modo classificado sem reaparecimento. A meta comum é tomar a base adversária.

Para que servem os pontos ganhos?

Para reforçar as capacidades da personagem e abrir cenas novas. É o único mecanismo de progressão e condiciona o acesso à maior parte do conteúdo.

Existe modo de realidade virtual?

Não. Não há suporte para óculos. O título joga-se no ecrã, com teclado e rato, tanto em PC como no navegador.

Perguntas frequentes

Que nota obtém Over Whore?

Over Whore obtém 7.0 em 10, calculada a partir de quatro critérios ponderados: gráficos 7.1, jogabilidade 7.3, conteúdo 6.6, usabilidade 7.0.

Em que plataformas funciona Over Whore?

Over Whore funciona em PC · Navegador.

Over Whore é compatível com óculos VR?

Não, Over Whore não oferece modo de realidade virtual.