Ir para o conteúdo principal
Nosso teste

Paródia Red Dead

Paródia em universo faroeste, com a direção de arte mais caprichada do conjunto. O ritmo é lento, fiel ao original, e o elenco é curto.

PC · Navegador

Nosso veredito

7.6/10
Nota geral
Gráficos8.1
Jogabilidade7.6
Conteúdo7.2
Usabilidade7.4

Pontos fortes

  • Direção de arte mais caprichada das paródias
  • Ambientação de época convincente
  • Gratuito, sem cartão

Pontos fracos

  • Ritmo lento
  • Poucos roteiros
  • Sem suporte a VR

A Paródia Red Dead pertence à categoria dos jogos porno paródicos: títulos que retomam uma obra existente, conservam os personagens e os cenários dela, e mexem de leve na trama. Aqui quem serve de matriz é um faroeste. O jogo abre no navegador, sem aplicativo para instalar, e se apresenta como um dos mais simples de acessar da categoria.

O que significa “paródia” nesse contexto

O termo merece um esclarecimento, porque aqui ele não quer dizer o mesmo que no uso corrente. Um jogo paródico não é uma zombaria: é um título que se apoia numa trama já conhecida do jogador, conserva os códigos visuais e narrativos dela, e desloca o assunto.

Os personagens e os cenários têm, portanto, caráter referencial.

Na prática, isso quer dizer que o universo vai parecer familiar se você conhece a obra de origem, e que o jogo não precisa explicar onde você está nem quem você encarna. É um atalho narrativo eficiente, e é o que permite a esse tipo de título entrar direto no assunto, sem passar por uma introdução longa.

A trama e o personagem principal

O jogador encarna John, um cowboy americano cujas aventuras acontecem no meio do Velho Oeste. O personagem é apresentado como um homem íntegro e respeitado, cuja ocupação principal consiste em livrar a região dos bandidos que complicam a vida dos moradores.

Os serviços dele se dirigem principalmente às mulheres, de quem ele se torna protetor.

É essa mola que articula a trama e as sequências adultas: as personagens femininas agradecem ao protetor, e esses agradecimentos abrem as cenas. John percorre o território munido do revólver e do cavalo, o que dá ao jogo a sua estrutura de deslocamento, alternando trajetos, encontros e sequências. A progressão é linear e não exige nenhuma habilidade especial.

As personagens secundárias

Três figuras estruturam a narrativa e voltam de uma sequência para a outra.

A Bonnie é a personagem mais imediatamente disponível, associada às sequências mais diretas e apresentada cedo na história. A Abigail puxa a narrativa para um registro mais áspero: ela é descrita com uma inclinação marcada pelos foragidos, ou seja, exatamente aqueles que John combate no resto do jogo, e daí saem as situações mais contrastadas. A Annie Coups funciona ao contrário das outras duas: a personagem se mostra reservada no começo, desconfia de estranhos e se mantém à distância, e a progressão consiste justamente em fazer essa posição evoluir por meio de uma reviravolta.

É a única das três que se apoia numa construção narrativa de verdade.

O elenco para por aí. Não há personagem para criar, nem avatar para personalizar, nem controle para ajustar: você joga os papéis já escritos, o que separa radicalmente este título dos simuladores com editor.

Como jogar: três coisas bastam

O jogo se apresenta como o mais acessível e o mais fácil de jogar da categoria, e o percurso de entrada dá razão a ele.

Primeiro, é preciso um navegador. Nenhum aplicativo é necessário, nada se instala, e não há configuração de hardware para conferir antes. Depois, é preciso um cadastro, que leva alguns minutos. O papel dele não é comercial e sim funcional: serve para salvar a progressão, de modo que você possa retomar a partida mais tarde no ponto em que parou. Num jogo narrativo cuja trama se desenrola ao longo de várias sequências, isso é uma função útil, não uma formalidade.

Feito o cadastro, uma página aparece e você já está dentro da história.

Não existe tutorial, e nem faz falta: os comandos se limitam às opções mostradas na tela.

Quanto vale a realização entre os jogos porno de paródia

É o argumento principal do título. O trabalho sobre os personagens é caprichado, com traços físicos nitidamente esculpidos que aguentam plano fechado, e as partes mais detalhadas aparecem em close.

Os cenários não são tratados como simples fundo.

Esse ponto separa o jogo de muitas paródias, em que o ambiente se reduz a uma imagem intercambiável atrás da ação. Aqui os cenários receberam trabalho específico, numa paisagem coerente com a época e com o registro do faroeste, e essa coerência se sustenta ao longo de uma sessão inteira.

O som

O áudio segue o mesmo nível de exigência, e isso é raro o bastante na categoria para ser assinalado. Os efeitos sonoros buscam realismo, não ilustração: a respiração dos personagens é transmitida em tempo real e as reações vocais acompanham a ação em vez de virem coladas por cima.

Muita paródia despreza completamente esse aspecto, e a diferença se ouve na hora. Um jogo adulto cuja trilha se resume a um loop musical e a algumas amostras repetidas perde em credibilidade tudo o que os gráficos lhe dão, porque o ouvido detecta a repetição bem mais rápido que o olho. Ao tratar o som no mesmo nível da imagem, este título escapa do descompasso que denuncia a maioria das produções da categoria.

A galeria de imagens e vídeos

O jogo não se limita às sequências jogáveis. Ele também dá acesso a uma galeria de imagens e vídeos que podem ser vistos de graça, separada da trama narrativa e disponível em grande quantidade.

O conteúdo dessa galeria se inspira em personagens de videogames conhecidos.

É um complemento bem-vindo num título narrativo, cuja trama principal tem, por definição, um fim: a galeria estica o interesse depois que as sequências foram percorridas, e se consulta de forma independente da progressão salva.

Vale a pena experimentar

Sim, se o universo do faroeste diz alguma coisa para você e se procura um jogo que não peça configuração nem aprendizado. Na facilidade de acesso, a Paródia Red Dead é difícil de bater: um navegador, um cadastro de alguns minutos, e você já está dentro da história.

Não, se você quer criar e ajustar os seus próprios personagens. Este título se apoia em papéis escritos e numa trama linear, enquanto um simulador com editor deixa você compor tudo.

Precisa instalar um aplicativo?

Não. O jogo abre direto no navegador, sem baixar nem instalar nada antes.

Por que o cadastro é pedido?

Para salvar a progressão. Como o jogo é narrativo, ele permite retomar a partida mais tarde no ponto em que você parou.

Quais são os personagens do jogo?

John, o cowboy que você encarna, e três personagens secundárias: Bonnie, Abigail e Annie Coups. Não existe criação de personagem.

Dá para personalizar o avatar?

Não. O jogo se apoia em papéis escritos de antemão, sem editor nem ajuste de aparência.

Existe conteúdo fora das sequências jogáveis?

Sim. Uma galeria de imagens e vídeos pode ser consultada de graça, em grande quantidade, independentemente da trama narrativa.

Perguntas frequentes

Qual nota Paródia Red Dead recebeu?

Paródia Red Dead recebeu 7.6 de 10, calculado a partir de quatro critérios ponderados: gráficos 8.1, jogabilidade 7.6, conteúdo 7.2, usabilidade 7.4.

Em quais plataformas Paródia Red Dead funciona?

Paródia Red Dead funciona em PC · Navegador.

Paródia Red Dead é compatível com óculos de VR?

Não, Paródia Red Dead não tem modo de realidade virtual.