Ir para o conteúdo principal
Nosso teste

Simulador de Sexo

O catálogo mais volumoso do comparativo, puxado por um editor de personagens completo. O desempenho se mantém firme em máquinas modestas, ao custo da imagem.

VRPC · Mac

Nosso veredito

8.5/10
Nota geral
Gráficos8.0
Jogabilidade8.5
Conteúdo9.1
Usabilidade7.8

Pontos fortes

  • Catálogo mais recheado do comparativo
  • Editor de personagens muito completo
  • Roda sem placa de vídeo dedicada
  • Interface traduzida em cinco idiomas

Pontos fracos

  • Interface visualmente envelhecida
  • Cadastro obrigatório antes do primeiro acesso
  • Sem modo offline

O Simulador de Sexo coloca o editor de personagens no centro do dispositivo, antes do enredo e antes da encenação. Você monta o seu avatar, monta os parceiros, e depois avança por uma trama de fantasia heroica que serve de fio condutor às cenas. É o título mais recheado do comparativo em volume de conteúdo, e também um dos mais envelhecidos na apresentação. Entre os jogos porno testados, essas duas constatações andam juntas, e as duas saem da mesma decisão técnica.

O que a palavra “simulação” quer dizer aqui

O termo engana nesse gênero, porque designa duas famílias de jogos que quase nada têm em comum. A primeira reproduz uma situação corriqueira e busca o verossímil, num cenário doméstico e em sessões curtas. A segunda constrói um mundo inteiro em volta do jogador e busca exatamente o contrário. Este título pertence sem ambiguidade à segunda família: a trama é um relato medieval fantástico, com reinos, combates e criaturas, e o conteúdo adulto entra ali como recompensa de progressão.

O jogo não disfarça essa mecânica, ele a reivindica.

Cada combate vencido abre um segmento novo. Você avança num mapa, cruza com personagens que cumprem papéis codificados, guerreiros, magos, soberanos ou criaturas, e cada encontro libera o conjunto de cenas atrelado a ele. É o sistema de liberação do videogame comercial, transposto para cá sem alteração de fundo. Tem uma vantagem óbvia, a longevidade, e um defeito igualmente óbvio: é preciso jogar para ver. Quem procura acesso imediato ao catálogo vai achar o ciclo longo, e faz melhor olhando para os simuladores sem progressão.

O editor de personagens

É o ponto forte do título, e o que justifica a liderança dele em volume de conteúdo.

O seu próprio personagem

O editor não se limita a escolher uma silhueta numa lista pronta. Ele dá acesso à morfologia, ao tom de pele, à musculatura, ao cabelo e às proporções, e depois às roupas, seguindo os códigos do cenário medieval fantástico. O personagem construído assim é o que você encarna durante a partida inteira, e isso dá a esses ajustes um peso real: eles condicionam a aparência de todas as cenas seguintes, não apenas a da tela de criação.

Você regula uma vez e convive com o resultado depois.

Os personagens que você encontra

O mesmo editor serve para definir os personagens não jogáveis, com a mesma profundidade de ajuste. Tons de pele, morfologia, proporções, roupas: cada parâmetro continua acessível e o jogo não trava nenhuma combinação. É por isso que o catálogo dele parece mais vasto do que o dos concorrentes diretos. O número de cenas realmente distintas não é necessariamente maior; maior é o número de variantes visuais de uma mesma cena, e essa distinção precisa ser feita antes de comparar qualquer número anunciado.

O catálogo, o mais amplo entre os jogos porno do comparativo

O volume anunciado é o argumento principal do título, e ele se apoia em duas pernas. A primeira é a variedade de registros cobertos, que vai do mais corriqueiro ao mais especializado, sem que o jogo feche o acesso a nenhum deles. A segunda é a combinatória descrita acima: cada cena existe em tantas versões quantos forem os personagens que você conseguiu construir.

O acompanhamento sonoro está nas cenas, diálogos incluídos.

É um detalhe que se percebe sobretudo por contraste: vários simuladores concorrentes ficam mudos ou se contentam com um ciclo musical. Aqui o som faz parte da encenação. Ele envelheceu pior do que a imagem, isso sim, e a sincronia continua aproximada nas sequências mais longas.

O que a máquina precisa ter

O título roda numa configuração modesta, e essa é uma das qualidades reais dele. Não pede placa de vídeo dedicada, o que o torna jogável num notebook comum ou numa máquina de mesa com alguns anos de uso. Onde vários concorrentes exigem equipamento recente para continuar fluidos, este se contenta com pouco, tanto em PC quanto em Mac.

Essa sobriedade tem contrapartida, e ela aparece na tela.

Os modelos têm menos detalhe do que os dos títulos mais recentes, as texturas são mais grosseiras, a iluminação mais elementar. O jogo privilegia a acessibilidade em cima da qualidade de imagem. É uma escolha defensável, mas convém conhecê-la antes de comparar capturas de tela de um título para outro, porque a comparação passa a ser feita em condições desiguais.

A interface, principal ponto fraco

Ela está datada, e isso aparece já na primeira tela. Menus carregados, hierarquia pouco legível, ajustes espalhados por vários submenus: a navegação pede um tempo de aprendizado desproporcional diante da simplicidade real das funções que comanda. O editor de personagens é o que mais sofre, porque é o módulo que você abre com mais frequência, e aquele em que qualquer atrito se paga em minutos perdidos.

Em compensação, ela está traduzida em cinco idiomas, o que segue sendo raro no gênero.

Cadastro e conexão permanente

O acesso pede a criação de uma conta antes do primeiro lançamento, e o jogo não oferece modo offline. Uma conexão ativa é necessária durante a partida inteira, inclusive nas fases que não envolvem nenhuma troca com outras pessoas. Não é um título multijogador: a conexão serve ao funcionamento do serviço, não à partida em si.

A nuance tem consequência prática em conexões instáveis.

Vale a pena testar

Vale, se você procura volume e personalização, e se uma apresentação envelhecida não trava você. O editor de personagens está entre os mais completos acessíveis sem equipamento especializado, e a trama dá um motivo para voltar depois da primeira sessão.

Não vale, se o alvo é a maior qualidade de imagem possível, o acesso imediato ao catálogo sem fase de progressão, ou a possibilidade de jogar sem conexão. Nesses três pontos, outros títulos do comparativo respondem melhor.

É preciso um computador potente?

Não. O jogo funciona sem placa de vídeo dedicada, tanto em PC quanto em Mac. É um dos títulos menos exigentes do comparativo, ao preço de um resultado visual bem atrás das produções recentes.

É obrigatório criar conta?

Sim. O cadastro é pedido antes do primeiro lançamento, e nenhum modo offline é oferecido: uma conexão ativa continua necessária durante a partida inteira.

Dá para jogar com outras pessoas?

Não. O título é uma experiência solo. Os personagens que você encontra são geridos pelo jogo, e a conexão permanente serve apenas ao funcionamento do serviço.

Em quais idiomas a interface está disponível?

Cinco idiomas de interface são oferecidos, o que coloca o título acima da média do gênero nesse ponto específico.

O que dá para regular no editor?

A morfologia, o tom de pele, a musculatura, o cabelo, as proporções e as roupas, tanto para o seu próprio personagem quanto para os que você encontra ao longo da progressão.

Perguntas frequentes

Qual nota Simulador de Sexo recebeu?

Simulador de Sexo recebeu 8.5 de 10, calculado a partir de quatro critérios ponderados: gráficos 8.0, jogabilidade 8.5, conteúdo 9.1, usabilidade 7.8.

Em quais plataformas Simulador de Sexo funciona?

Simulador de Sexo funciona em PC · Mac.

Simulador de Sexo é compatível com óculos de VR?

Sim, Simulador de Sexo funciona com óculos de realidade virtual.