Paródia League of Legends
Paródia construída sobre o plantel de campeões do original, com estrutura de arena.
O nosso veredicto
Pontos fortes
- Estrutura de arena imediata
- Gratuito
Pontos fracos
- Conteúdo escasso
- Sem progressão
- Animações repetitivas
League of Legends é aqui o nome de uma paródia para adultos, sem qualquer ligação ao jogo de arena por equipas cujo imaginário reutiliza. Vai buscar a ideia do combatente a escolher antes da partida, as silhuetas muito marcadas e os cenários de arena, e substitui o combate estratégico por uma mecânica de desbloqueio de cenas. O resultado lê-se de imediato para quem conhece o original, e é bastante mais magro do que aparenta.
O que a paródia vai buscar e o que não vai
O empréstimo é visual antes de tudo. Encontra-se uma galeria de combatentes com arquétipos reconhecíveis, trajes carregados, armas estilizadas e paletas de cor saturadas, em cenários que evocam os mapas do original sem os reproduzir. Os nomes estão alterados e não aparece qualquer logótipo, como é regra neste segmento: não há licença, nem continuidade, nem relação alguma com o universo parodiado, apenas uma semelhança suficiente para que a referência se perceba num segundo.
O que não é aproveitado, esse, é o jogo em si.
O original é um jogo de estratégia por equipas em que dois lados se defrontam para destruir uma base. Nada disso sobrevive aqui: não há equipa, não há objetivo de mapa, não há adversário humano. O que fica é uma sucessão de combates um contra um a servir de contador de progressão, com o embrulho competitivo a valer como cenário e não como regra. Convém sabê-lo antes de começar, sob pena de ficar à espera de um jogo de luta que nunca foi prometido.
O portal e o arranque
O acesso faz-se por um portal web que reúne várias secções, uma delas a do jogo propriamente dito. Antes da primeira partida, um conjunto de perguntas estabelece as preferências e o grau de explícito aceite, e essa definição condiciona depois o que lhe é proposto. É uma prática pouco comum no género, onde o habitual é entrar diretamente num catálogo indiferenciado, e é a melhor decisão de conceção do título.
O questionário leva um minuto e define-se de uma vez por todas.
Não existe instalação obrigatória: o jogo abre a partir do navegador, e há também uma versão para PC destinada a quem prefere um cliente local. Essa flexibilidade de acesso é o segundo ponto forte do título, sobretudo face às paródias que impõem uma transferência antes de tudo o resto. A contrapartida vê-se no ecrã, com uma definição de imagem que fica pela alta definição corrente e um acabamento que não aguenta a comparação com os simuladores recentes.
Os combates e a moeda interna
O ciclo é simples: encadeiam-se combates contra adversários cada vez mais resistentes, acumula-se experiência e ganha-se ouro em cada vitória. Esse ouro serve para duas coisas, melhorar as capacidades da personagem e abrir cenas novas. O conteúdo para adultos fica assim fechado atrás do desempenho, segundo o esquema clássico do videojogo comercial transposto sem alterações de relevo.
O ouro é o verdadeiro motor do título, muito mais do que o combate que o produz.
Essa dependência tem um efeito nítido na duração. As primeiras horas funcionam, porque cada vitória abre alguma coisa e a curva de dificuldade é suave. Passado esse limiar, a mecânica fica à vista: os combates exigem pouca perícia, a variedade de adversários é limitada e avança-se sobretudo a repetir. Quem vier pelo conteúdo achará o percurso longo; quem vier pelo jogo achá-lo-á leve de mais para se aguentar sozinho.
A composição das cenas
Escolhem-se as personagens, a situação e o cenário, e depois acionam-se sequências pré-programadas. As configurações a dois estão abertas desde o início, as de mais participantes desbloqueiam-se mais tarde, e o controlo incide sobre a escolha das sequências e não sobre a sua composição livre. É um funcionamento de biblioteca: seleciona-se, não se encena.
A repetição das animações é a crítica principal que se pode fazer ao título.
O número de sequências realmente distintas é reduzido, e passar de uma personagem para outra muda a aparência sem mudar o movimento. A ilusão de volume vem da combinatória, uma mesma sequência declinada por cada combatente disponível, e dissipa-se em poucas sessões. É o defeito estrutural das paródias construídas sobre um plantel: produzem muitas variantes e pouco conteúdo.
O conteúdo adicional do portal
À volta do jogo, o portal propõe secções que não lhe pertencem: uma galeria de sequências animadas de estilo japonês, uma coleção de tiras ilustradas organizadas em séries seguidas e uma seleção de vídeos em que intérpretes mascarados recuperam os trajes das combatentes. Essas secções são alimentadas com regularidade e representam, em volume, mais do que o próprio jogo.
A distinção merece ser feita antes de comparar números anunciados.
Uma comparação honesta não pode somar as cenas jogáveis e os conteúdos do portal: as primeiras são interativas e desbloqueiam-se por desempenho, os segundos são materiais que se consultam. O título tende a apresentá-los em conjunto, o que inflaciona o catálogo de forma artificial. Tomados pelo que são, esses suplementos continuam a ser uma mais-valia real, sobretudo para quem vem pelo universo e não pelo jogo.
Plataformas, idiomas e acesso
O título funciona em PC e a partir do navegador, sem versão para óculos de realidade virtual. É uma experiência a solo do princípio ao fim: os adversários são geridos pelo jogo e não há modo para vários jogadores, apesar da referência a um original que se joga exclusivamente por equipas. O acesso é gratuito e estão disponíveis cinco idiomas de interface, valor acima da média das paródias da comparação.
Não publicamos qualquer condição tarifária, porque mudam demasiadas vezes para serem fiáveis depois de escritas.
Vale a pena experimentar
Sim, se conhece o universo parodiado e se o acesso sem instalação lhe interessa. O questionário de preferências, a estrutura de arena percetível de imediato e o conteúdo adicional do portal dão ao título um interesse real ao longo de uma ou duas sessões.
Não, se procura profundidade de jogo, um catálogo consistente ou um acabamento à altura dos simuladores recentes. As animações repetem-se depressa, o ciclo de combate é magro e o desbloqueio por ouro alonga o percurso sem o enriquecer.
O jogo tem ligação ao original?
Não. É uma paródia independente, sem licença e sem continuidade com a obra parodiada. Os nomes estão alterados e apenas o imaginário geral, silhuetas, trajes e cenários de arena, serve de referência.
É preciso instalar alguma coisa?
Não necessariamente. O jogo abre a partir do navegador, e em paralelo existe uma versão para PC destinada a quem prefere um cliente instalado na sua máquina.
É possível jogar com outras pessoas?
Não. Apesar da referência a um jogo por equipas, esta paródia é uma experiência a solo: os adversários são geridos pelo jogo e não é proposto qualquer modo multijogador.
Para que serve o ouro ganho em combate?
Para melhorar as capacidades da personagem e desbloquear cenas novas. É o único mecanismo de progressão do título e condiciona o acesso à maior parte do conteúdo.
O conteúdo adicional faz parte do jogo?
Não. As galerias animadas, as tiras ilustradas e os vídeos com trajes pertencem ao portal que aloja o jogo. Consultam-se, não se jogam.
Perguntas frequentes
Que nota obtém Paródia League of Legends?
Paródia League of Legends obtém 7.2 em 10, calculada a partir de quatro critérios ponderados: gráficos 7.3, jogabilidade 7.6, conteúdo 6.9, usabilidade 7.1.
Em que plataformas funciona Paródia League of Legends?
Paródia League of Legends funciona em PC · Navegador.
Paródia League of Legends é compatível com óculos VR?
Não, Paródia League of Legends não oferece modo de realidade virtual.