Ir para o conteúdo principal
Nosso teste

Mundo virtual Red Light Center

Mundo persistente multijogador, e não um simulador: você cria um avatar, encontra outros jogadores e organiza eventos ali dentro. O cliente precisa ser instalado antes.

PC

Nosso veredito

7.8/10
Nota geral
Gráficos7.0
Jogabilidade7.9
Conteúdo8.5
Usabilidade7.2

Pontos fortes

  • Mundo persistente de verdade multijogador
  • Cadastro gratuito
  • Comunidade ativa há anos
  • Criação de avatar aprofundada

Pontos fracos

  • Cliente pesado para instalar
  • Interface envelhecida
  • Só faz sentido online

Red Light Center é um mundo virtual persistente restrito a adultos, no ar desde 2006, e convém separá-lo logo de saída dos simuladores que dominam o gênero. Aqui você não dispara cenas pré-programadas a partir de um menu: você instala um cliente, monta um avatar e entra num espaço compartilhado onde os personagens que cruzam o seu caminho estão sendo conduzidos por outras pessoas. Tudo o que o título acerta, e tudo o que ele erra, vem dessa decisão inicial. É a proposta mais atípica entre os jogos porno que o site acompanha.

Um mundo compartilhado, não um catálogo de cenas de jogos porno

A distância para um simulador não é de grau, é de natureza. Um simulador entrega um editor, uma biblioteca de animações e uma progressão solo que vai liberando conteúdo aos pedaços. Aqui não existe enredo nem final: existe um território aberto que a comunidade ocupa em horário integral. O conteúdo não se desbloqueia, ele se encontra. Uma sessão pode sair vazia porque ninguém está onde você entrou, e a seguinte pode durar horas porque tem um evento acontecendo naquele exato momento.

A regularidade da experiência depende do movimento, não do programa.

É o ponto que os comparativos mais costumam pular, e ele manda no interesse do título muito mais do que os gráficos. O jogo não oferece modo offline, nem campanha solo, nem biblioteca local para percorrer enquanto o mundo enche. Uma conexão ativa é necessária do primeiro ao último minuto, e sem ela o aplicativo não tem rigorosamente nada a oferecer. Numa linha instável isso se paga na hora, porque qualquer queda tira você do mundo, e não de uma cena.

Os lugares, os eventos e a vida social

O território é dividido em bairros temáticos que se percorrem a pé, com bares, boates, hotéis, salas de projeção, lojas e estabelecimentos abertamente dedicados ao sexo. Cada lugar funciona como ponto de encontro: você chega, vê quais avatares estão presentes, puxa conversa por mensagem de texto e só depois decide entre ficar em público ou passar para um espaço privado. Festas temáticas acontecem em intervalos regulares e funcionam como motor principal da vida coletiva.

Um fórum completa o conjunto, liberado assim que a conta é criada.

Ele cumpre o papel que em outros jogos online costuma caber a um canal de conversa externo: é ali que se combinam encontros, se anunciam eventos e se resolvem dúvidas de funcionamento. O mundo ainda pega emprestados vários mecanismos da rede social comum, pedidos de contato, comentários e presentes virtuais entre membros. Nada disso é acessório. É justamente esse tecido social que explica por que um título antigo continua de pé, enquanto produções tecnicamente superiores se esvaziam por falta de gente.

A fabricação do avatar

O editor vem antes de todo o resto e o resultado dele acompanha você sem interrupção, porque não existe cena em que se interprete outra pessoa. Você ajusta a morfologia geral, o tom de pele, o penteado e os traços do rosto, depois a roupa. Entram ainda elementos de aparência mais específicos, tatuagens e piercings principalmente, que servem para distinguir alguém numa multidão em que todo mundo parte da mesma base. Lojas internas ampliam esse guarda-roupa com o tempo.

Aqui o avatar é uma identidade social, mais do que um ajuste estético.

A nuance conta na hora de avaliar a profundidade real do editor. Diante dos simuladores que fazem da personalização o argumento único, a ferramenta do Red Light Center fica menos fina nas proporções e no detalhe do rosto. Só que ela trabalha sobre outro objeto: um personagem que outras pessoas vão ver durante meses, e que se retoca aos poucos, em vez de ficar congelado de uma vez na primeira sessão.

Os Rays e a economia interna

O mundo gira em torno de uma moeda interna, os Rays, acumulada jogando e gasta em bens virtuais. Moradia, mobiliário, roupas e objetos de decoração concentram a maior parte do gasto, e ter um espaço próprio é o principal indicador de status. Os Rays se ganham ocupando um papel na economia do mundo, mais do que cumprindo missões: decorar o interior dos outros, tocar um estabelecimento, animar um ponto de encontro.

Essa economia é um jogo dentro do jogo, e ocupa parte dos jogadores em tempo integral.

Ela também tem efeito direto sobre a primeira sessão, que costuma decepcionar quem está chegando agora. Uma conta nova aparece sem nada, num mundo em que aparência e moradia foram construídas ao longo de anos. A diferença salta aos olhos na hora, e é preciso alguma paciência até o avatar deixar de se parecer com o de todo mundo. É o preço de um mundo persistente: a antiguidade produz efeitos que o recém-chegado apenas absorve.

O que a conta gratuita abre, e o que ela não abre

O cadastro é obrigatório, mas gratuito, e dá acesso ao download do cliente, à criação do avatar, ao deslocamento, à conversa e ao fórum. Isso basta para visitar, entender como os bairros estão distribuídos e formar uma ideia do movimento em diferentes horários. O rótulo de jogo gratuito que acompanha o título em toda parte continua enganoso, e é melhor saber disso antes de instalar qualquer coisa.

As funções sexuais propriamente ditas ficam reservadas ao status de membro pagante.

Ou seja, a parte do mundo que construiu a reputação do título fica atrás de um degrau de assinatura, enquanto a parte social e exploratória segue aberta a todos. Não publicamos condições de cobrança, que mudam vezes demais para serem confiáveis depois de escritas. O que interessa é estrutural: a conta gratuita é ingresso para o cenário, não acesso completo, e vários concorrentes do comparativo aplicam exatamente a mesma divisão.

Instalação, plataforma e interface

O título não roda no navegador: é preciso baixar e instalar um cliente, e essa continua sendo a barreira de entrada principal para quem só tem curiosidade. Funciona apenas em PC, sob Windows, ao contrário do que sugerem várias apresentações que anunciam compatibilidade com Mac. Também não existe versão para óculos de realidade virtual. Apesar do vocabulário usado pelo próprio serviço, você joga na frente de uma tela, com teclado e mouse.

A interface, essa, mostra a idade de um jeito bem evidente.

Menus sobrepostos, ícones minúsculos, configurações espalhadas entre o cliente e o site: dominar o conjunto custa mais esforço do que num jogo atual, e a primeira meia hora vai quase inteira procurando onde cada coisa está. O acabamento visual dos personagens e dos cenários é da mesma época, claramente atrás dos simuladores recentes. São oferecidos cinco idiomas de interface, número acima da média do gênero, que facilita a vida de uma comunidade que não fala inglês por inteiro.

Vale a pena experimentar

Sim, se o que você procura é a presença de outras pessoas, e não um catálogo de cenas, e se aceita instalar um cliente e dedicar várias sessões antes de julgar. É um dos poucos títulos do comparativo a oferecer um mundo de fato habitado, com vida social, eventos e uma economia interna que dão motivo para voltar.

Não, se você quer acesso imediato ao conteúdo, imagem bonita, compatibilidade com Mac ou óculos de realidade virtual. Também não, se a ideia de um degrau pago sobre as funções centrais incomoda: nesse ponto vale mais saber antes da instalação do que depois.

O jogo é mesmo gratuito?

O cadastro e o download são. A conta gratuita permite visitar o mundo, criar o avatar e conversar. As funções sexuais ficam reservadas ao status de membro pagante.

Dá para jogar no Mac?

Não. O mundo virtual funciona apenas em PC sob Windows, apesar das menções de compatibilidade com Mac que ainda aparecem em apresentações antigas do título.

Precisa instalar alguma coisa?

Sim. O jogo passa por um cliente que se baixa e se instala, ele não roda no navegador, e nenhum modo offline é oferecido depois que a instalação termina.

Existe modo de realidade virtual?

Não. Não há suporte a óculos, apesar do vocabulário de imersão usado por toda parte a respeito do título. Você joga na tela, com teclado e mouse.

Para que servem os Rays?

São a moeda interna do mundo. Você acumula ocupando um papel na economia local e gasta em moradia, mobiliário, roupas e objetos de decoração para o seu avatar.

Perguntas frequentes

Qual nota Mundo virtual Red Light Center recebeu?

Mundo virtual Red Light Center recebeu 7.8 de 10, calculado a partir de quatro critérios ponderados: gráficos 7.0, jogabilidade 7.9, conteúdo 8.5, usabilidade 7.2.

Em quais plataformas Mundo virtual Red Light Center funciona?

Mundo virtual Red Light Center funciona em PC.

Mundo virtual Red Light Center é compatível com óculos de VR?

Não, Mundo virtual Red Light Center não tem modo de realidade virtual.