Mundo virtual Red Light Center
Mundo persistente multijogador mais do que simulador: cria-se um avatar, conhecem-se outros jogadores, organizam-se eventos.
O nosso veredicto
Pontos fortes
- Mundo persistente realmente multijogador
- Registo gratuito
- Comunidade ativa há anos
- Criação de avatar aprofundada
Pontos fracos
- Cliente pesado de instalar
- Interface desatualizada
- Só faz sentido online
Red Light Center é um mundo virtual persistente reservado a adultos, online desde 2006, e convém separá-lo desde logo dos simuladores que dominam o género. Aqui não se ativam cenas pré-gravadas a partir de um menu: instala-se um cliente, constrói-se um avatar e entra-se num espaço partilhado onde as personagens que se encontram são conduzidas por outros jogadores. Tudo o que o título consegue fazer, e tudo aquilo em que falha, decorre dessa opção inicial.
Um mundo partilhado em vez de um catálogo de cenas
A distância face a um simulador não é de grau, é de natureza. Um simulador disponibiliza um editor, uma biblioteca de animações e uma progressão a solo que vai desbloqueando conteúdos aos poucos. Aqui não existe enredo nem final: apenas um território aberto que a comunidade ocupa a todas as horas. O conteúdo não se desbloqueia, encontra-se. Uma sessão pode revelar-se vazia porque ninguém está onde se entra, e a seguinte pode durar horas porque nesse momento está a decorrer um evento.
A regularidade da experiência depende da afluência, não do programa.
É o ponto que as comparações costumam saltar e que, ainda assim, pesa muito mais do que os gráficos. O jogo não oferece modo sem ligação, nem campanha a solo, nem biblioteca local para percorrer enquanto o mundo se enche. É necessária uma ligação ativa do primeiro ao último minuto, e sem ela a aplicação não tem rigorosamente nada para oferecer. Numa linha instável isso paga-se de imediato, porque qualquer corte faz sair do mundo e não de uma cena.
Espaços, eventos e vida social
O território está dividido em bairros temáticos que se percorrem a pé, com bares, discotecas, hotéis, salas de projeção, lojas e espaços assumidamente dedicados ao sexo. Cada local funciona como ponto de encontro: chega-se, vê-se que avatares estão presentes, abre-se uma conversa escrita e só depois se decide entre ficar em público ou passar a um espaço privado. As noites temáticas são organizadas com regularidade e constituem o motor principal da vida coletiva.
Um fórum completa o conjunto, acessível depois de criada a conta.
Desempenha o papel que noutros jogos online cabe normalmente a um canal de conversa externo: é aí que se combinam encontros, se anunciam eventos e se resolvem dúvidas de funcionamento. O mundo vai buscar ainda vários mecanismos à rede social comum, pedidos de contacto, comentários e prendas virtuais entre membros. Nada disto é acessório. É precisamente esse tecido social que explica por que motivo um título antigo continua de pé, enquanto produções tecnicamente superiores se esvaziam por falta de habitantes.
A construção do avatar
O editor vem antes de tudo o resto e o seu resultado acompanha sem interrupção, porque não há qualquer cena em que se interprete outra pessoa. Ajusta-se a morfologia geral, o tom de pele, o penteado e os traços do rosto, depois o vestuário. Juntam-se elementos de aparência mais específicos, tatuagens e piercings sobretudo, que servem para distinguir numa multidão onde todos partem da mesma base. As lojas internas alargam esse guarda-roupa ao longo do tempo.
Aqui o avatar é uma identidade social mais do que uma definição estética.
A nuance conta para avaliar a profundidade real do editor. Face aos simuladores que fazem da personalização o seu único argumento, a ferramenta do Red Light Center fica menos fina nas proporções e no detalhe do rosto. Trabalha, porém, sobre outro objeto: uma personagem que outras pessoas vão ver durante meses e que se retoca aos poucos, em vez de ficar fixada de uma vez no primeiro arranque.
Os Rays e a economia interna
O mundo gira em torno de uma moeda interna, os Rays, acumulada a jogar e gasta em bens virtuais. Habitação, mobiliário, roupa e objetos decorativos concentram a maior parte da despesa, e ter um espaço próprio é o principal indicador de estatuto. Os Rays ganham-se ocupando um papel na economia do mundo, mais do que a cumprir missões: decorar os interiores de outros, gerir um estabelecimento, animar um ponto de encontro.
Essa economia é um jogo dentro do jogo e ocupa alguns jogadores a tempo inteiro.
Tem também um efeito direto sobre a primeira sessão, muitas vezes dececionante para quem chega agora. Uma conta nova aparece sem nada, num mundo em que a aparência e a habitação se construíram ao longo de anos. A diferença nota-se de imediato, e é preciso alguma paciência até que o avatar deixe de se parecer com o de toda a gente. É o preço de um mundo persistente: a antiguidade produz efeitos que o recém-chegado se limita a sofrer.
O que a conta gratuita abre e o que não abre
O registo é obrigatório mas gratuito e dá acesso à transferência do cliente, à criação do avatar, à deslocação, à conversa e ao fórum. Chega para visitar, perceber como estão distribuídos os bairros e formar uma ideia da afluência a diferentes horas. O rótulo de jogo gratuito que acompanha este título por toda a parte continua, ainda assim, enganador, e mais vale sabê-lo antes de instalar seja o que for.
As funções sexuais propriamente ditas estão reservadas à adesão paga.
Por outras palavras, a parte do mundo pela qual o título é conhecido fica atrás de um patamar de subscrição, ao passo que a parte social e exploratória permanece aberta a todos. Não publicamos condições tarifárias, que mudam demasiadas vezes para serem fiáveis depois de escritas. O que interessa é estrutural: a conta gratuita é um bilhete de entrada no cenário, não um acesso completo, e vários concorrentes da comparação aplicam exatamente a mesma divisão.
Instalação, plataforma e interface
O título não se joga no navegador: é preciso transferir e instalar um cliente, e essa continua a ser a barreira principal para quem apenas tem curiosidade. Funciona unicamente em PC, sob Windows, ao contrário do que sugerem várias apresentações que anunciam compatibilidade com Mac. Também não existe versão para óculos de realidade virtual. Apesar do vocabulário usado pelo próprio serviço, joga-se à frente de um ecrã, com teclado e rato.
A interface, essa, mostra a idade de forma bastante evidente.
Menus sobrepostos, ícones minúsculos, definições repartidas entre o cliente e o site: dominar o conjunto custa mais esforço do que num jogo atual, e a primeira meia hora vai quase toda em perceber onde está cada coisa. O acabamento visual das personagens e dos cenários é da mesma época, claramente atrás dos simuladores recentes. São propostos cinco idiomas de interface, valor acima da média do género e útil a uma comunidade que não é anglófona na totalidade.
Vale a pena experimentar
Sim, se o que procura é a presença de outras pessoas e não um catálogo de cenas, e se aceita instalar um cliente e dedicar-lhe várias sessões antes de julgar. É um dos poucos títulos da comparação a propor um mundo verdadeiramente habitado, com vida social, eventos e uma economia interna que dão motivo para voltar.
Não, se quer acesso imediato ao conteúdo, boa qualidade de imagem, compatibilidade com Mac ou óculos de realidade virtual. Também não, se a ideia de um patamar pago sobre as funções centrais o incomoda: neste ponto vale mais sabê-lo antes da instalação do que depois.
O jogo é mesmo gratuito?
O registo e a transferência são, e a conta gratuita permite visitar o mundo, criar o avatar e conversar. As funções sexuais, essas, estão reservadas à adesão paga.
É possível jogar em Mac?
Não. O mundo virtual funciona apenas em PC sob Windows, apesar das menções de compatibilidade com Mac que ainda aparecem em apresentações antigas do título.
É preciso instalar alguma coisa?
Sim. O jogo passa por um cliente que se transfere e se instala, não funciona no navegador, e depois da instalação não é proposto qualquer modo sem ligação.
Existe modo de realidade virtual?
Não. Não há suporte para óculos, apesar do vocabulário de imersão usado por todo o lado a propósito do título. Joga-se no ecrã, com teclado e rato.
Para que servem os Rays?
São a moeda interna do mundo. Acumulam-se ocupando um papel na economia local e gastam-se em habitação, mobiliário, roupa e objetos decorativos para o avatar.
Perguntas frequentes
Que nota obtém Mundo virtual Red Light Center?
Mundo virtual Red Light Center obtém 7.8 em 10 na nossa comparação. É uma apreciação editorial, ponderada em quatro critérios: gráficos 7.0, jogabilidade 7.9, conteúdo 8.5, usabilidade 7.2.
Em que plataformas funciona Mundo virtual Red Light Center?
Mundo virtual Red Light Center funciona em PC.
Mundo virtual Red Light Center é compatível com óculos VR?
Não, Mundo virtual Red Light Center não oferece modo de realidade virtual.