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Nosso teste

Paródia Assassin's Creed

Cenários históricos caprichados e mecânicas de furtividade preservadas em versão simplificada. É a paródia com os ambientes mais variados, apesar da interface envelhecida.

PC · Navegador · Celular · Tablet

Nosso veredito

7.4/10
Nota geral
Gráficos7.8
Jogabilidade7.4
Conteúdo7.3
Usabilidade7.1

Pontos fortes

  • Cenários mais variados do conjunto
  • Mecânicas de furtividade preservadas
  • Gratuito

Pontos fracos

  • Controles que exigem adaptação
  • Interface envelhecida
  • Sem multijogador

Assassin's Creed Orgies pertence ao ramo paródico dos jogos porno: títulos que pegam emprestado o cenário, os códigos visuais e parte das mecânicas de uma série conhecida, e depois enxertam ali o próprio roteiro. A fonte aqui é uma franquia de infiltração histórica, e o empréstimo vai mais longe do que na média das paródias. O jogo roda no navegador, não instala nada e abre num Egito antigo cujo modelo qualquer jogador reconhece. Este teste trata do que ele de fato conserva, do que abandona e de quem é o público dele.

A paródia, neste caso, não é deboche. É um atalho.

O que as paródias de jogos porno pegam emprestado

As paródias de videogame viraram uma categoria por direito próprio, e as melhores fazem mais do que reaproveitar um nome. A paródia de Apex Legends mantém a estrutura em arena da fonte; a de Fortnite mantém a divisão em rodadas. Este aplica o mesmo método a um enquadramento histórico, que é o exercício mais exigente dos três: uma arena pode continuar abstrata, uma época não.

A vantagem é que o jogo nunca precisa explicar onde você está.

O Egito antigo como cenário

É aqui que o título ganha o lugar dele no comparativo. Os cenários são os mais variados de todas as paródias que testamos: interiores e exteriores se alternam, a escala muda de uma sequência para a outra, e a luz é tratada como elemento próprio, não como configuração padrão. O sol esculpe a pele e a pedra, e o contraste entre os interiores na sombra e os espaços abertos dá caráter a cada lugar. A maioria das paródias se contenta com um ou dois fundos intercambiáveis, que caberiam em qualquer época e em qualquer história. Esta não, e a diferença aparece já nas primeiras sequências, antes mesmo de o conteúdo adulto entrar em cena.

A coerência aguenta uma sessão inteira, o que é mais raro do que parece.

A infiltração, conservada e simplificada

A estrutura do original sobrevive em versão reduzida. Você assume um investigador que circula pela região, e a progressão alterna deslocamentos, encontros e sequências adultas. O vocabulário da infiltração está lá: aproximação, posicionamento, momento certo. O que sumiu foi a profundidade. Não existe sistema de detecção digno do nome, não existe fracasso de verdade, e nenhuma punição cai sobre uma abordagem desastrada.

As missões se resumem a três tipos que voltam sempre:

  • conseguir uma informação com um contato;
  • interrogar um prisioneiro;
  • uma sequência de descanso entre duas incumbências.

O circuito é esse, e ele se repete.

A progressão funciona por patente. Subir de posto libera novos personagens e novos lugares em vez de novas mecânicas: o jogo se alarga conforme você joga, não se aprofunda. Quem espera os sistemas da série de origem vai achar isso magro; quem quer o cenário sem a curva de dificuldade vai achar adequado.

O elenco, e o que a patente muda

O jogo oferece uma galeria de personagens em vez de um avatar: você escolhe entre personagens já escritos, cada um com aparência e jeito próprios, e não há editor para montar um do zero. É uma decisão de estrutura, e coloca este título no extremo oposto dos simuladores do comparativo, onde criar personagem é a atividade principal. Aqui você herda um elenco e percorre esse elenco.

A patente é o único cadeado.

Subir de posto libera outros personagens e abre lugares fechados no começo, o que dá ao jogo a sensação de avanço. A progressão continua fina, já que nada muda no jeito de jogar, mas segura uma sessão em movimento, e explica por que os cenários parecem tanto mais variados quanto mais tempo você fica com o título.

Gráficos e som

A modelagem dos personagens é o aspecto técnico mais sólido. Os corpos foram construídos com mais cuidado do que a categoria costuma permitir, e os modelos aguentam close sem o achatamento que denuncia a maioria das paródias. Os modelos masculinos e femininos receberam o mesmo tratamento, o que nem sempre acontece. A interface em volta, ao contrário, envelheceu mal: os menus são apertados, a tipografia é datada e a diagramação pressupõe uma tela de computador quando muita gente joga isso no celular.

O som é mais bem cuidado do que se espera. Efeitos de ambiente, vozes e uma trilha condizente com a época estão mixados com algum capricho, e o fone de ouvido muda mesmo alguma coisa. É uma das poucas paródias em que cortar o som degrada a experiência de forma nítida.

O acesso e o cadastro

O acesso é gratuito e não há nada para baixar. Você confirma a maioridade, faz um cadastro e o jogo carrega do servidor direto no navegador. Funciona no computador, no celular e no tablet, e a interface está disponível em cinco idiomas.

Uma configuração merece atenção antes de começar. O jogo pede que você escolha a intensidade do conteúdo adulto, numa escala que vai de moderado a explícito, e essa escolha comanda a sessão inteira em vez de cada cena. Dá para mudar depois, mas a operação zera parte das sequências já liberadas: melhor acertar de primeira.

Não existe modo multijogador, e nenhum foi anunciado.

Uma conta gratuita não abre tudo. Parte do catálogo, junto com os títulos irmãos do mesmo criador, fica atrás de um degrau pago, e o jogo não é nada discreto na hora de conduzir o jogador até lá. A versão gratuita basta para julgar o jogo, que é o que importa aqui, mas não é o jogo completo e não deve ser apresentada assim.

Vale a pena testar?

Sim, se o que atrai você é o cenário. A direção de arte é o melhor argumento desta paródia, e os ambientes egípcios pagam o tempo que você passa neles. Os controles pedem uma sessão para assentar e a interface vai irritar quem vem de títulos recentes, mas nenhum dos dois é impeditivo.

Não, se você procura as mecânicas da série de origem. O que sobrevive aqui é a atmosfera, não os sistemas. Nessa expectativa o jogo decepciona, e rápido.

Perguntas frequentes

Qual nota Paródia Assassin's Creed recebeu?

Paródia Assassin's Creed recebeu 7.4 de 10, calculado a partir de quatro critérios ponderados: gráficos 7.8, jogabilidade 7.4, conteúdo 7.3, usabilidade 7.1.

Em quais plataformas Paródia Assassin's Creed funciona?

Paródia Assassin's Creed funciona em PC · Navegador · Celular · Tablet.

Paródia Assassin's Creed é compatível com óculos de VR?

Não, Paródia Assassin's Creed não tem modo de realidade virtual.